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Paraguai: arcebispo aconselha Lugo a se casar

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Agência ANSA

ASSUNÇÃO - O arcebispo Claudio Jiménez, ex-presidente da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), disse que o ex-bispo e presidente do país, Fernando Lugo, deve considerar a possibilidade de se casar, como forma de 'aquietar as águas', após três mulheres afirmarem ter filhos com o mandatário.

Em entrevista ao canal local Telefuturo, Jiménez, que atualmente é bispo da diocese de Cordillera, uma das mais importantes do país, aconselhou Lugo a pensar 'na possibilidade de se casar, de formar um lar'.

- É possível que isto também o tranquilize e, no fim, isso irá aquietar as águas - recomendou o ex-presidente da CEP.

Lugo tem sido alvo de críticas desde que foi envolvido na polêmica acusação de três mulheres, que afirmam ter filhos com ele. Todos teriam sido concebidos quando o presidente ainda exercia seu bispado, em San Pedro.

Jiménez informou também que, mesmo com 'muitos boatos', a instituição não recebeu nenhuma denúncia contra Lugo, ao contrário do que disse o bispo do Alto Parana, monsenhor Rogelio Livieres, que há alguns dias declarou que o episcopado conhecia 'detalhes' da situação do presidente.

A CEP emitiu, por sua vez, um comunicado desmentindo a declaração e assegurando que nunca recebeu nenhuma acusação contra o mandatário.

No início do mês, Lugo reconheceu a paternidade de um menino de cerca de dois anos, fruto de uma relação com Viviana Rosalith Carrilo, de 26 anos.

Desde então, outras duas mulheres declararam ter filhos com o governante. Uma delas, Damiana Hortensia Morán, alegou que ele teria outros três com mulheres diferentes. Assim, o presidente paraguaio poderia ser pai de seis crianças.

Em 2006, Lugo apresentou sua renúncia ao cargo religioso apenas para concorrer às eleições presidenciais, pois a Constituição paraguaia não permitia que ministros religiosos exercessem cargos públicos.

Durante as campanhas eleitorais, ele chegou a ser acusado pela oposição, que então exercia o poder. Com a vitória nas eleições, Lugo rompeu com uma hegemonia de 60 anos do Partido Colorado no poder.