OMS diz que vírus da gripe suína não pode mais ser contido

JB Online

RIO - O diretor-geral-assistente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Keiji Fukuda, disse que o vírus da gripe suína detectado pela primeira vez no México não pode mais ser contido e os governos agora devem se focar em medidas para amenizar seus efeitos. - Com a disseminação do vírus, fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus - afirmou Fukuda.

Segundo ele, o nível de alerta sinaliza um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe, mas ele ressaltou que uma pandemia não é considerada inevitável.

Nesta terça-feira pela manhã, a OMS confirmou que 73 casos foram diagnosticados no mundo. A decisão da OMS de aumentar o nível de alerta para 4 - em uma escala que vai até 6 -foi tomada após uma reunião de emergência de especialistas, que foi antecipada em um dia por causa de preocupações com o aumento do surto.

O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em níveis comunitários.

Os primeiros lotes de vacina contra a gripe suína podem estar prontos em quatro ou seis meses, mas, de acordo com Fukuda, levará mais alguns meses para que ela seja produzida em grandes quantidades.

E o ministro da Saúde do México, José Angél Córdova, afirmou que o número de mortos com suspeita da doença no país aumentou de 100 para 149. Destes, no entanto, apenas 20 casos tiveram relação confirmada com a gripe. Todos os que morreram, segundo Córdova, tinham entre 20 e 50 anos de idade. - Estamos em um momento decisivo da crise, o número de mortos deve continuar aumentando - disse Córdova em uma entrevista coletiva.

Córdova afirmou que cerca de 2 mil pessoas foram hospitalizadas desde que o primeiro caso de gripe suína foi registrado, em 13 de abril. Metade delas, no entanto, já teria sido autorizada a voltar para casa. Escolas em todo o México devem permanecer fechadas até o dia 6 de maio, na medida em que o país tenta combater o surto.

Em quase todos os casos registrados de gripe suína fora do México, os infectados ficaram apenas levemente doentes e conseguiram se recuperar completamente.

Nos Estados Unidos, mais 20 casos foram confirmados no Estado de Nova York. Casos também foram registrados nos Estados de Ohio, Kansas, Texas e Califórnia. O total de casos confirmados no país já chega a 40.

Apenas uma pessoa teria sido hospitalizada por ter contraído o vírus nos EUA, mas já teria se recuperado.

No Canadá, seis casos foram registrados em pontos diferentes do país.

A gripe suína chegou oficialmente chegou à Europa nesta segunda-feira, quando testes confirmaram que um jovem na Espanha e duas pessoas na Escócia estavam infectados com o vírus. Todos eles haviam visitado o México recentemente.

E nesta terça-feira a ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jiménez, anunciou um segundo caso de gripe suína no país. O paciente é um morador da cidade de Valência que retornou recentemente de uma viagem ao México.

E o governo da Nova Zelândia confirmou três casos da doença, mas avalia que pelo menos 10 pessoas são portadoras do vírus, segundo o ministro da Saúde, Tony Ryall. - Infelizmente, confirmamos que vários cidadãos tiveram resultados positivos de gripe suína - afirmou Ryall. Os infectados são nove estudantes e um professor que faziam parte de um grupo de 25 pessoas de uma escola secundária de Auckland que regressou do México no sábado. Os pacientes estão isolados até o fim do tratamento médico.

O Ministério da Saúde de Israel também confirmou nesta terça-feira o primeiro caso de gripe suína. O paciente infectado foi identificado como Tomer Vayim, de 26 anos. Ele está internado desde domingo em um hospital da cidade de Natanya, ao norte de Tel Aviv. Vayim tinha retornado do México na semana passada.

Um segundo caso de possível contágio está sendo investigado em um hospital próximo, na cidade de Kfar Saba. O Ministério da Saúde israelense aumentou de 3 para 4 o nível de alerta, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com agências