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Pai teme por jornalista dos EUA que faz greve de fome no Irã

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REUTERS

TEERÃ - O pai da jornalista iraniano-americana presa no Irã sob suspeita de espionagem disse nesta segunda-feira que teme pela vida dela. A repórter faz greve de fome há uma semana. Reza Saberi disse que ele e sua mulher, Akiko, visitaram a filha Roxana no domingo na penitenciária de Evin, em Teerã. Levaram flores por ocasião de seu 32º aniversário.

- Ela está muito, muito fraca e frágil, está em má condição. Mal consegue se levantar - disse o pai. - Estou preocupado com a saúde dela. Estou preocupado com sua vida - acrescentou.

Ele contou que pediu à filha que suspendesse o protesto, mas que ela não quis falar no assunto durante os 20 minutos de visita. A jornalista rejeita alimentos desde terça-feira, segundo Saberi.

Roxana Saberi, jornalista free-lance nascida nos EUA, foi sentenciada no dia 18 a oito anos de prisão. O veredicto ameaça complicar os esforços de reconciliação dos EUA com o Irã, após três décadas de mútua desconfiança.

Saberi, que tem cidadania dos EUA e do Irã, foi detida no final de janeiro, por trabalhar com sua credencial de imprensa vencida (ela colaborava com a BBC e com a Rádio Pública Nacional dos EUA). Ela posteriormente foi acusada de espionar para os EUA.

Washington rejeita a acusação e exige sua libertação imediata. O presidente dos EUA, Barack Obama, manifestou preocupação com ela, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que sua libertação seria um gesto de boa vontade de Teerã.

O Irã, que não reconhece a dupla nacionalidade, diz que Washington deveria respeitar a independência do Judiciário local. - O caso dela não tem nada a ver com países estrangeiros - disse Hassan Qashqavi, porta-voz da chancelaria local, em entrevista coletiva. - Como ela é cidadã iraniana, todos os argumentos apresentados por estrangeiros não fazem sentido - disse ele.