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Presidente Correa reivindica vitória eleitoral esmagadora no Equador

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Portal Terra

GUAYAQUIL - O presidente do Equador, Rafael Correa, afirma ter conseguido "vitória esmagadora" nas eleições gerais deste domingo que, segundo três pesquisas de boca-de-urna o situam vencedor de uma histórica eleição para um novo mandato de quatro anos.

O governismo seria derrotado, no entanto, em Guayaquil (sudoeste), a cidade mais próspera do país e baluarte da oposião.

"Minhas primeiras palavras são de profundo agradecimento ao povo equatoriano dentro e fora da pátria (...) por essa vitória esmagadora", disse Correa em entrevista à imprensa, na cidade de Guayaquil.

O chefe de Estado foi reeleito para um novo período de governo, até 2013, com mais ou menos 55% dos votos, segundo os resultados anunciados por três pesquisas de boca-de-urna.

A empresa Santiago Pérez antecipou a vitória do chefe de Estado com 54%, enquanto a Cedatos-Gallup concede-lhe 55% dos votos, mesmo percentual da CMS.

Se confirmar a tendência, o líder socialista de 46 anos será o primeiro presidente reeleito em mais de três décadas e sua vitória sepultará uma década de instabilidade no país durante a qual seus três antecessores foram destituídos em meio a revoltas populares.

Também será a primeira vez que os equatorianos elegem seu presidente em um só turno, desde o retorno da democracia, em 1979.

Para evitar o segundo turno, um candidato precisa conseguir, pelo menos, 40% dos votos, com diferença de 10 pontos sobre o rival imediato, de acordo com a legislação.

Correa também espera consolidar maioria legislativa com a qual governará até 2013, quando poderá apresentar-se a outro período de quatro anos.

O governo calcula ficar com a metade das 124 cadeiras da Assembleia Legislativa, e conquistar várias prefeituras e governos provinciais.

No total, 10,5 milhões de eleitores estavam habilitados a participar deste processo, o quarto nos últimos dois anos e meio e o primeiro sob a atual Constituição aprovada em referendo em setembro.

Segundo as pesquisas de boca-de-urna, Correa obteve um novo voto de confiança da população ao final de dois anos de governo durante o qual privilegiou os pobres através da concessão de subsidios para a compra de casa e a gratuidade em educação e saúde