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GENEBRA - Funcionários da ONU tentam nesta segunda-feira evitar o fracasso de uma conferência sobre o racismo que foi boicotada por Washington e seus principais aliados, o que na prática cedeu o protagonismo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Austrália, Alemanha, Polônia, Itália e Holanda estão entre os países que resolveram ignorar o evento por temerem que ele sirva de plataforma para ataques a Israel que o presidente norte-americano, Barack Obama, qualificou como 'hipócritas e contraproducentes'.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o texto da conferência está 'cuidadosamente equilibrado' e que o evento é necessário para enfrentar as latentes tensões raciais que podem gerar violência e distúrbios sociais.
- Lamento profundamente que alguns tenham preferido ficar à parte. Espero que não o façam por muito tempo - disse Ban na conferência em Genebra.
Os EUA anunciaram no sábado o seu boicote à reunião por entenderem que seu texto final reafirma termos adotados na última grande conferência da ONU sobre o racismo, em 2001, em Durban (África do Sul).
Os Estados Unidos e Israel abandonaram aquele encontro quando países árabes propuseram definir o sionismo como uma forma de racismo.