Agência AFP
WASHINGTON - O presidente Barack Obama citou nesta segunda-feira "circunstâncias excepcionais" para defender sua decisão de publicar informações sobre os métodos empregados pela CIA para interrogar os suspeitos de terrorismo durante o governo de George W. Bush.
Obama também reiterou seu "apoio total" aos funcionários da agência de inteligência americana, e garantiu que fará o máximo para proteger a identidade e a segurança de seus membros.
Novos detalhes das informações publicadas na semana passada vieram à tona, como o fato de o suposto "cérebro" dos atentados de 11 de setembro de 2001, Khalid Mohammed, ter sido submetido 183 vezes à técnica de interrogatório chamada de "submarino", que impede o preso de respirar.
"Fiz isso devido às circunstâncias excepcionais que rodeavam estas informações internas", declarou Obama nesta segunda-feira na sede da CIA, em Langley, perto de Washington.
O presidente também insistiu no fato de que a maior parte das informações contidas nestas notas internas já havia sido divulgada antes.
A publicação das informações suscitou uma onda de críticas, tanto dos republicanos como das associações de defesa dos direitos humanos.