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LONDRES - O promotor do caso da britânica Meredith Kercher, assassinada em 2007 na Itália, acusa um jornal da cidade de Seattle, nos Estados Unidos, de fazer campanha para difamá-lo. Segundo Giuliano Mignini, o West Seattle Herald publicou no mês passado um artigo em seu site no qual um grupo de amigos de Amanda Knox, a principal suspeita do crime, afirma que ele é mentalmente instável.
- Essas alegações foram feitas a 9 mil km de distância por pessoas que não me conhecem e com as quais eu nunca conversei. Eu nunca daria uma opinião sobre alguém que eu não conheço - afirmou Mignini. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de influenciar o julgamento de Amanda, 21 anos, e seu antigo namorado Raffaele Sollecito, 24 anos, também suspeito de envolvimento na morte de Meredith.
- Esse tipo de coisa pode acontecer na Itália, mas eu não esperava que esse tipo de influência viesse dos Estados Unidos - acrescentou. Amanda e Sollecito são acusados de matar sua então colega de quarto Meredith depois que ela teria se recusado a participar de uma orgia. Ambos estão presos, mas negam as acusações. O terceiro acusado, Rudy Guede, 21 anos, foi declarado culpado e sentenciado a 30 anos.