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DUBAI - O presidente Barack Obama disse que os Estados Unidos estão prontos para estender uma mão da paz ao Irã se a República Islâmica 'descerrar seu punho'. O presidente também afirmou que o momento é propício para que Israel e os palestinos retomem as negociações de paz.
Escolhendo um canal de televisão árabe para transmitir sua primeira entrevista formal à TV como presidente, Obama buscou sanear os laços dos EUA com o mundo árabe e muçulmano, dizendo: 'Os americanos não são seus inimigos'.
Durante os oito anos de governo do presidente George W. Bush, as relações dos EUA com muitos países árabes e muçulmanos foram prejudicadas pelas invasões no Afeganistão e no Iraque e pela relutância inicial de Bush de pressionar pela paz entre israelenses e palestinos.
- É impossível para nós pensarmos apenas em termos do conflito palestino-israelense e não pensar sobre o que está acontecendo com a Síria ou com o Irã ou com o Líbano ou com o Afeganistão e o Paquistão - disse ele ao canal por satélite Al Arabiya.
- É importante para nós estarmos dispostos a dialogar com o Irã, para expressar de forma muito clara onde estão as nossas diferenças, mas também onde há possíveis vias para progredir - afirmou Obama.
- Se países como o Irã estiverem dispostos a descerrar seus punhos, eles encontrarão a nossa mão estendida - disse.
O governo Bush pressionou por uma nova rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã pela sua recusa em suspender o programa de enriquecimento de urânio.
Os Estados Unidos, a União Européia e outras potências do Ocidente suspeitam que Teerã esteja se capacitando para produzir armas nucleares. O Irã insiste que suas ambições nucleares estão limitadas à geração pacífica de eletricidade e se recusa em interromper um programa que diz ter o direito soberano de prosseguir.
Obama, que assumiu o cargo na terça-feira, disse que começou a cumprir suas promessas de campanha ao nomear o ex-senador George Mitchell como enviado ao Oriente Médio. Mitchell chegou ao Egito na terça-feira na primeira etapa de uma visita à região.
Ele disse que o governo quer começar a ouvir e conversar com os envolvidos sem pré-julgar suas preocupações.
- Não podemos dizer nem aos israelenses nem aos palestinos o que é melhor para eles - afirmou Obama.
- Mas acredito que o momento é propício para que ambos os lados percebem que o caminho em que estão não vai resultar em prosperidade e segurança aos seus povos. E que, em vez disso, é hora de retornar à mesa de negociações - disse.