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Após fim do cessar-fogo, enviado americano discute situação de Gaza

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JB Online

GAZA - O enviado americano para o Oriente Médio, George Mitchell, teve conversas "produtivas" no Egito, nesta terça-feira, como declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood.

Mitchell iniciou, no Egito, uma viagem de oito dias pelo Oriente Médio. O representante americano se reuniu com o chefe da diplomacia da União Européia (UE), Javier Solana, com o ministro egípcio das Relações Exteriores, Ahmed Abul Gheit, e com o responsável pelos serviços de inteligência do Egito, Omar Suleiman.

Tropas israelenses entraram no início da tarde no sul da Faixa de Gaza, a leste de Khan Yunes e, segundo testemunhas, abriram fogo contra uma fazenda situada no setor. Segundo fontes médicas, duas pessoas ficaram feridas num ataque aéreo israelense no sul da região.

O ataque teria como alvo um palestino, supostamente membro do Hamas, que circulava de moto por Khan Yunes. Ele ficou gravemente ferido junto a outro transeúnte. Antes, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que seu país responderá ao ataque que matou um soldado na fronteira com a Faixa de Gaza.

- É um ataque sério. Não podemos aceitar, portanto responderemos a ele - declarou Barak, segundo um comunicado de seu ministério.

O exército israelense confirmou que um de seus soldados morreu e três ficaram feridos por uma carga explosiva na fronteira com a Faixa de Gaza.

Este incidente supõe o ataque de maior violência desde que foi declarado um cessar-fogo em 18 de janeiro nos combates na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, depois de uma ofensiva militar israelense de 22 dias.

Pouco depois do ataque, os tanques e helicópteros israelenses abriram fogo na direção do sul da Faixa de Gaza e mataram um palestino de 24 anos, indicaram fontes médicas.

Fim do cessar-fogo

Seria a primeira morte israelense desde o fim da ofensiva de 22 dias no território litorâneo, e na véspera da primeira visita à região do novo representante diplomático dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell.

Uma autoridade palestina em Gaza disse ter recebido de Israel a informação de que a entrada de mantimentos na região seria suspensa na terça-feira. Nenhum grupo militante palestino assumiu a autoria do ataque. Tanto o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza, como seus aliados Jihad Islâmica e Comitês de Resistência Popular aceitaram a trégua declarada no dia 18.

O conflito de dezembro e janeiro matou cerca de 1.300 palestinos, dos quais aproximadamente 700 civis, segundo fontes locais. Nesse período, Israel teve 13 mortes, sendo 10 militares e 3 civis atingidos por foguetes do Hamas.

Desde que declararam as tréguas unilaterais, Hamas e Israel negociam por intermédio do Egito a implantação de um cessar-fogo mais duradouro. O Hamas exige que Israel atenue o bloqueio econômico contra o território de 1,5 milhão de habitantes. Israel quer garantias de que o Hamas não conseguirá mais se rearmar e disparar foguetes contra as suas cidades.

As informações são da Reuters e AFP