Agência ANSA
CARACAS - O representante comercial da embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, John Caulfield, negou nesta quarta-feira ter se reunido com opositores do país em Porto Rico para planejar um complô, como havia denunciado o presidente Hugo Chávez.
O diplomata explicou que sua viagem à ilha caribenha coincidiu com a de alguns opositores, mas garantiu que não houve qualquer encontro. "Não preciso ir a Porto Rico para me encontrar com políticos daqui. Faço isso rotineiramente, como todos os outros diplomatas neste país", defendeu-se Caulfield.
-Alguém viu que eu ia a Porto Rico e que iam certos políticos e automaticamente tirou essa conclusão de complô, o que não é verdade-, acrescentou.
No domingo, Chávez denunciou que estava investigando uma reunião de três dirigentes da oposição com o diretor geral do canal de televisão Globovisión, Alberto Ravell, e com um representante da embaixada dos Estados Unidos, cujo nome não revelou.
Mesmo assim, Caufield foi mencionado por um grupo governista que pediu ao Ministério Público a investigação da suposta reunião com um "representante comercial da embaixada dos Estados Unidos".
Segundo o governo venezuelano, no encontro, os opositores foram receber "orientações" de Washington para uma campanha contra a proposta de Chávez de reeleição ilimitada, que será votada em breve.
O diplomata comentou que é "difícil compreender" essa denúncia, pois é "normal" que os diplomatas se reúnam com setores opositores e do governo em todos os países. Caulfield lembrou que os diplomatas venezuelanos nos Estados Unidos fazem o mesmo.
As relações entre Estados Unidos e Venezuela tornaram-se ainda mais deterioradas desde que Chávez expulsou o embaixador norte-americano em Caracas, Patrick Duddy, em setembro de 2008, em solidariedade ao presidente boliviano, Evo Morales, que fizera o mesmo.