Agências da ONU precisam se adaptar à crise, dizem EUA

REUTERS

ROMA - As agências da ONU voltadas para o combate à fome devem se tornar mais eficientes em momentos de crise econômica para garantir que a ajuda alcance os mais necessitados, disse na terça-feira o embaixador norte-americano junto às agências da ONU em Roma.

Questionado sobre a possibilidade de a crise global tirar o foco da luta contra a fome, Gaddi H. Vasquez, em seus últimos dias no cargo, disse a jornalistas: "Essa é a minha maior preocupação".

-Será importante que essas organizações sejam econômicas e eficientes. Nesse tipo de situação, é preciso ser capaz de fazer mais com menos-, acrescentou.

Os EUA, maiores doadores mundiais de ajuda alimentar, propõem reformas na FAO (órgão da ONU para alimentação e agricultura) para torná-la mais eficiente.

Vasquez disse acreditar que haverá melhoras, e elogiou a FAO por seu apoio a parcerias com organizações privadas, como a Fundação Bill e Melinda Gates.

Aplaudiu também o Programa Mundial de Alimentos, por buscar pequenas doações privadas de indivíduos, em vez de apenas esperar os polpudos cheques dos países doadores, que podem ser tornar mais escassos quando os orçamentos nacionais são restringidos.

-Vocês encontram formas diferentes de atuar-, disse ele.

O aumento dos preços dos alimentos colocou mais 40 milhões de pessoas em situação de risco alimentar, segundo relatório de dezembro da FAO, elevando o total global de desnutridos para 963 milhões.

Vasquez, ex-diretor da entidade pública norte-americana Peace Corps, disse que só esse fato já basta para colocar a segurança alimentar no topo da agenda da próxima cúpula do G8, a ser realizada em julho na Itália.