Agência ANSA
LONDRES - O governo britânico anunciou nesta quinta-feira que manterá as restrições trabalhistas para os imigrantes da Bulgária e da Romênia, que não poderão entrar livremente no mercado de trabalho da Grã-Bretanha. A decisão, que foi tomada após conselhos do Comitê de Assessoramento Migratório (MAC), vinculado à Agência de Fronteiras do Reino Unido (UK Border Agency), assegura "que os interesses dos trabalhadores britânicos sejam protegidos".
- Também garante que os imigrantes que venham trabalhar nesse país sejam apenas os necessários, e ninguém mais - informou hoje um comunicado oficial.
O acesso ao mercado de trabalho britânico é restrito para imigrantes da Bulgária e da Romênia desde janeiro de 2007, quando os dois países se tornaram membros da União Européia. Sob esses impedimentos, apenas trabalhadores altamente qualificados ou com experiência poderão se candidatar a empregos em seus setores.
- É essencial que apenas o tipo de imigrantes que precisamos seja aceito em nosso país, e por isso decidimos manter as restrições para romenos e búlgaros - afirmou hoje o ministro da Imigração britânico, Phil Woolas.
- Esta é uma decisão prudente que assegurará que a Grã-Bretanha continue se beneficiando da positiva contribuição econômica trazida pelos búlgaros e romenos, mas protegendo o trabalhador britânico - acrescentou.
Como parte do anúncio, o governo decidiu aumentar as cotas de imigrantes para trabalhos de agricultura sazonal, como foi aconselhado pelo MAC. Nesse sentido, Richard Hirst, presidente do comitê de horticultura do Sindicato dos Fazendeiros britânicos elogiou a medida do governo e afirmou que a decisão "reflete a evidência clara apresentada pelo setor, acerca de uma insuficiência de trabalhadores temporários para fazer a colheita".