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WASHINGTON - Os candidatos à Presidência dos EUA, John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata), atacaram-se mutuamente nesta segunda-feira a respeito das propostas de cada um para a economia, a oito dias das eleições de 4 de novembro.
Atrás nas pesquisas, McCain compareceu a um hotel de Cleveland ao lado de uma equipe de assessores em economia e prometeu adotar medidas imediatas para restabelecer a confiança no mercado de ações dos EUA, para impedir que norte-americanos percam suas casas e para criar empregos.
Obama, que aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto nacionais e de vários Estados decisivos, disse que chegou a hora de "virar a página" em relação às políticas adotadas pelo atual governo do país, liderado pelo presidente George W. Bush.
Nesta segunda-feira, os dois candidatos faziam campanha em Ohio, um Estado que se mostrou crucial para a vitória republicana nas duas últimas eleições presidenciais.
Obama aparece à frente nas pesquisas realizadas nesse e em vários outros Estados dos quais Bush saiu vencedor em 2004, colocando McCain em uma situação desconfortável.
O democrata ficou cinco pontos percentuais à frente do republicano em uma pesquisa nacional da Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta segunda-feira.
Segundo McCain, a eventual vitória de Obama colocaria no poder uma "perigosa trinca" de democratas (a Câmara dos Deputados é liderada por uma democrata, Nancy Pelosi, e Harry Reid comanda a bancada democrata no Senado) que tentaria aumentar os impostos para implementar planos ambiciosos de gastos.