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Chanceler sírio acusa EUA de ato terrorista após morte de oito pessoas

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JB Online

DAMASCO - O chanceler sírio, Walid al-Moualem, acusou ontem os Estados Unidos de terem perpetrado "um ato de agressão terrorista" contra seu país, em alusão a um suposto ataque contra seu território em que morreram oito pessoas, inclusive quatro crianças.

Depois de se reunir com o chanceler britânico, David Miliband, o ministro sírio ressaltou, em coletiva de imprensa, que o ataque "não foi um erro" e pediu ao governo iraquiano que investigue o fato.

Em outro episódio também ontem, um avião teleguiado que seria dos Estados Unidos disparou sobre uma região na fronteira do Afeganistão que serve de refúgio para um líder do Talibã no Paquistão, matando até 20 militantes, incluindo estrangeiros, de acordo com autoridades locais.

Outros ataques realizados por aviões do mesmo tipo que também seriam dos EUA já mataram dezenas de pessoas do lado paquistanês da fronteira com o Afeganistão, desde o início de setembro.

Moualem disse à imprensa que caso os EUA voltassem a atacar o território uma defesa por parte do governo sírio seria feita, o chanceler considerou a agressão terrorista e criminosa.

Miliband, por sua vez, disse que o governo britânico lamenta qualquer baixa civil através de um comunicado conjunto emitido pelo Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido.

As forças norte-americanas no Afeganistão, frustradas com os crescentes ataques na fronteira com o Paquistão, aumentaram as ofensivas contra o país, com mísseis e uma operação de comando desde o começo de setembro. Nenhum comandantes importante da Al-Qaeda ou do Taleban foi morto.

Importante aliado da campanha norte-americana contra a militância, o Paquistão se opõe aos ataques norte-americanos em seu território, dizendo que eles violam sua soberania e aumentam o apoio da população local aos militantes.

Horas antes do ataque, o primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani reiterou a oposição paquistanesa aos ataques norte-americanos, dizendo que eles arruínam os esforços dos governo para isolar os militantes e aumentar o apoio do público a estes esforços.

Com agências internacionais.