Adam Nagourney, Elisabeth Bumiller e Jeff Zeleny, JB Online
THE NEW YORK TIMES - O senador John McCain acordou na manhã de sexta para o que parece ter se tornado regular nessas últimas semanas de campanha: uma enxurrada de pesquisas mostrando-o atrás de Barack Obama. Um antecipado post-mortem de sua candidatura, com até mesmo republicanos falando sobre ele no tempo verbal passado.
Mas está, de fato, terminado?
Enquanto McCain entra na fase final de sua luta, argumenta que ainda tem um caminho possível para alcançar a vitória.
A campanha de McCain está, aproximadamente, na posição em que estava Al Gore quando concorria contra o presidente Bush uma semana antes da eleição de 2000 analisa Steve Schmidt, estrategista de McCain. Temos problemas para consertar, e acreditamos que podemos fazê-lo.
Até os partidários de McCain mais chegados reconhecem que não será fácil, e há ainda número considerável de republicanos que dizem, em off, que 2008 está no papo.
Até este ponto da campanha, as esperanças de vitória de McCain talvez tenham repousado em eventos sobre os quais ele simplesmente não tem controle. Até agora, parece ter havido incertezas suficientes no ar de que não chegou a hora ainda de McCain entrar em seu ônibus e voltar para o Arizona.
A batalha é árdua diz Karl Rove, que trabalhou como estrategista na primeira campanha de Bush para governador do Texas em 1994. Lembro-me de sete dias antes do pleito em que todo mundo dizia "já acabou, fomos vencidos", mas ganhamos por sete pontos.
Aqui está o que conselheiros de McCain estão aguardado esperançosos (e os de Obama, com muito receio e cautela) enquanto a competição entra em seus dias finais:
Estados
Os adversários de McCain acreditam que a chave da vitória está em estados republicanos vacilantes em relação a Obama: Flórida, onde McCain passou a quinta-feira, Ohio, Indiana, Missouri, Carolina do Norte e Virgínia. Se ele puder insistir nesses Estados do mesmo modo que naqueles tradicionalmente vermelhos, poderia agregar 260 de 270 votos necessários para vencer. Os conselheiros de McCain disseram que buscariam os eleitores adicionais que precisam, tomando a Pensilvânia dos democratas ou tentando uma combinação com Novo México, Colorado, Nevada e New Hampshire.
Temas
Duas questões se sobressaíram nos últimos dias, cortesia de algumas declarações inoportunas de Obama e o vice Joe Biden. Tanto a acusação do encanador em Ohio sobre a proposta do democrata em relação ao aumento dos impostos quanto a predição de Biden de que uma potência estrangeira testaria Obama nos primeiros meses de governo entraram nas discussões da campanha, mas ainda é cedo para saber se terão o impacto que McCain espera que tenham.
Pesquisas
Profissionais da área dizem que nunca houve um ano tão problemático em relação às pesquisas de opinião. Enquanto a maioria das consultas nacionais dá a Obama liderança confortável, o democrata fica mais perto de McCain em pesquisas feitas nos Estados.
Comparecimento
Obama tem feito uma longa caminhada na tentativa de expandir seu eleitorado, especialmente entre jovens e afro-descendentes. A questão é se aqueles que estarão votando pela primeira vez, especialmente os mais jovens, comparecerão às urnas. Uma pesquisa ABC News/Washington Post, divulgada na quinta-feira, desvendou pela primeira vez que eleitores de primeira viagem que apóiam Obama vão de 73% para 26%.
Apesar de o "New York Times" anunciar apoio à candidatura presidencial de Obama, em artigo publicado em sua versão digital, os candidatos entraram para os dias finais da campanha presidencial munido de reservas baixas. Enquanto o democrata se esconde por uma inesperada baixa de arrecadações, o candidato republicano está contido por estar no limite de seus recursos.
(Com agências).