Obama defende isolamento da Rússia

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WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a Rússia deveria ficar ainda mais isolada devido à sua decisão de reconhecer a independência das duas regiões separatistas da Geórgia.

- Condeno a decisão russa de reconhecer a Ossétia do Sul e Abkházia como Estados independentes, e peço a todos os países do mundo que não concedam qualquer legitimidade a tal decisão - disse Obama em nota à imprensa.

Num tom mais duro do que vinha empregando até agora com a Rússia, Obama disse também que os EUA e seus aliados europeus deveriam convocar imediatamente uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para condenar a decisão russa.

- Os EUA devem liderar dentro da ONU e de outros fóruns internacionais para lançar uma luz clara e incessante sobre a decisão, e para isolar ainda mais a Rússia internacionalmente por causa das suas ações - afirmou.

A Rússia não pode impedir o debate sobre o fato no Conselho de Segurança, mas pode usar seu poder de veto contra uma eventual resolução ou declaração crítica.

Geórgia e Rússia travaram uma breve guerra neste mês devido à tentativa georgiana de retomar o controle da Ossétia do Sul, uma região separatista e etnicamente diversa que desde 1992 já gozava de autonomia sob a proteção de Moscou. Na terça-feira, o presidente russo, Dmitry Medvedev, anunciou o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, que está na mesma situação.

Segundo Obama, o desrespeito russo à integridade territorial georgiana coloca em dúvida o compromisso de Moscou com entidades internacionais, como a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa). Ele sugeriu ainda que o Congresso dos EUA poderia barrar um recente acordo nuclear civil com os russos.