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Estados Unidos ampliam tensão com a Rússia

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Jornal do Brasil

WASHINGTON - Os Estados Unidos deram as demonstrações mais claras até agora de que estão amplamente envolvidos no conflito entre a Rússia e a Geórgia. O presidente americano George Bush usou informações de inteligência para divulgar que, apesar do cessar-fogo, a Rússia mantinha, nesta quarta-feira, operações militares no país vizinho. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, foi enviada para Tbilisi. Mas antes, afirmou que a Rússia pode enfrentar um isolamento mais profundo se seguir violando o pacto de paz, enquanto Bush alertava que os russos podem ser congelados em organizações internacionais como punição.

Condoleezza deu um ultimato aos russos: A ação militar deve parar agora . Os russos também acusam a Geórgia de ter violado o pacto mas, segundo Bush, a iniciativa foi de Moscou, que bloqueou a maior estrada Leste-Oeste da Geórgia, colocou soldados no porto principal em Poti e atacou navios. Nas críticas mais fortes à Rússia desde que se tornou presidente, Bush disse que Moscou ameaçava a capital georgiana e insistiu que respeitem a integridade territorial anterior.

O ministro do Exterior russo desmentiu que houvesse tropas em Poti, mas confirmou que havia soldados em Gori e Senaki, Sul da província separatista de Abkházia.

As tropas estavam lá para neutralizar o grande arsenal de armas e outros hardwares militares de Gori e Senaki. Aparentemente, quem tomava conta dos equipamentos fugiu argumentou Lavrov.

Bush confirmou o envio da secretária de Estado para a França e a Geórgia para expressar o apoio incondicional ao governo georgiano. Também disse que os aviões e navios americanos entregariam ajuda humanitária às vítimas do conflito.

Os EUA estão mantendo conversações com aliados, incluindo o Reino Unido, para suspender a participação russa no G8 e há um clamor crescente por bloquear a Rússia da Organização Mundial do Comércio. Embora a intervenção militar direta não seja considerada, fontes do Pentágono deram a entender que algumas tropas poderiam ser descolcadas para ajudar a missão humanitária local liderada pelo Exército americano.

Na Rússia, o clima também é hostil. Os russos culpam os EUA e a Geórgia pelo conflito, e apenas 1% acha que a responsabilidade é de Moscou. A Geórgia é responsabilizada por 54% dos entrevistados; os EUA, por 22%; e 12% acham que a responsabilidade é conjunta de Rússia, Ossétia do Sul e Geórgia. A pesquisa do instituto VTsIOM falou com 1.594 pessoas nos últimos dias de conflito.