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Lula elogia vitória do Vietnã sobre EUA e recuperação econômica

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Agência AFP

HANÓI - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta quinta-feira, em Hanói, a vitória do Vietnã na guerra contra os Estados Unidos e afirmou a seu colega, Nguyen Minh Triet, que pedirá uma representação maior dos países em desenvolvimento na política internacional.

Lula, que chegou na noite de quarta-feira procedente do Japão, onde participou como convidado da reunião de cúpula do G8, iniciou sua visita de um dia a Hanói no mausoléu do líder revolucionário Ho Chi Minh e depositou uma coroa de flores no memorial dos veteranos de guerra.

- O que o Vietnã fez foi muito mais que ganhar a guerra, e merece o respeito de toda a humanidade. Sua vitória (contra os Estados Unidos) foi uma vitória dos oprimidos e nos sentimos orgulhosos disso - afirmou Lula, depois de ser recebido com honras militares no palácio presidencial.

Lula elogiou a recuperação econômica do Vietnã depois da guerra. O país comunista conheceu nos últimos dez anos taxas de crescimento anual de mais de 7% e reduziu rapidamente a pobreza a menos de 20% da população.

- Com a mesma perseverança com que conseguiu sua independência, o Vietnã se distingue por seus bons resultados e as elevadas taxas de crescimento de sua economia - declarou.

Lula e Nguyen Minh Triet prometeram se apoiar mutuamente em nível internacional para conseguir uma representação maior dos países desenvolvidos no cenário político e econômico mundial.

Além disso, os ministros dos dois países assinaram acordos de cooperação nos âmbitos de tecnologia e ciência, e também para a luta contra a pobreza e promoção do esporte. Os ministros firmaram também um pacto para compartilhar conhecimentos no desenvolvimento de biocombustíveis.

O presidente vietnamita elogiou o papel do Brasil no cenário internacional e agradeceu a Lula por seu apoio dado ao Vietnã em 2007 para o acesso do país à Organização Mundial do Comércio (OMC) e a uma vaga não permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Triet também garantiu seu apoio ao Brasil para uma vaga permanente no Conselho de Segurança.