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FRANÇA - O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)equivale a 'erguer novas fronteiras na Europa, novos muros de Berlim, invisíveis mas não menos perigosos'.
- Opomo-nos à ampliação da Otan em geral - disse Putin em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal Le Monde.
Ao reafirmar a oposição de Moscou à ampliação da Otan, Putin argumentou que as novas ameaças, como a proliferação de armas, o terrorismo, as epidemias, o crime internacional e o tráfico de drogas, não podem ser resolvidos em 'um bloco militar e político fechado'.
Esses problemas devem ser solucionados com base em 'ampla cooperação, com um enfoque global, e não seguindo a lógica dos blocos', frisou.
Putin questionou as motivações reais de países ocidentais, sobretudo dos Estados Unidos, que promovem a entrada da Ucrânia e da Geórgia, antigas repúblicas soviéticas, na Aliança Atlântica.
- Sabemos muito bem onde as decisões são tomadas: em um dos países líderes desse bloco. Tememos que a adesão desses países se traduza na instalação, em seus territórios, de sistemas de mísseis que nos ameaçarão- afirmou, em referência à Ucrânia e à Geórgia.
O primeiro-ministro destacou que os blocos político-militares 'conduzem a uma limitação da soberania de todo país-membro, impondo uma disciplina interna, como em um quartel'.
Por outro lado, Putin defendeu sua atuação como presidente na guerra da Chechênia e nas operações das forças de segurança em casos de tomadas de reféns em massa, como o de uma escola em Beslan.
- Caso tivesse tentado atuar de outro modo, tudo isso teria continuado até hoje. Tínhamos que nos opor às tentativas de desestabilização da Rússia - afirmou o primeiro-ministro, para quem fazer concessões a terroristas causa prejuízos maiores.
Com informações do Jornal Le Monde