REUTERS
TEERÃ - O Irã não desistirá de seu direito ao enriquecimento de urânio, afirmou o porta-voz do governo do país neste sábado, dias antes de um pacote melhorado de incentivos criado por potências internacionais para tentar convencer o país a suspender o trabalho.
- Suspender o enriquecimento é inegociável...Impedir o acesso do Irã a seu direito não pode ser uma oferta - disse Gholamhossein Elham, porta-voz do governo, em uma entrevista semanal à imprensa.
O Irã concordou com uma visita do chefe de política externa da União Européia, Javier Solana, que tem como objetivo a entrega do pacote de incentivos que em troca exige suspensão completa do enriquecimento de urânio.
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas - Estados Unidos, França, Inglaterra, China e Rússia - e a Alemanha, grupo conhecido como P5+1, ofereceu um pacote ao Irã em 2006 que previa a interrupção do enriquecimento. Mas Teerã rejeitou as propostas e a última versão melhorada do pacote.
Elham afirmou que não está acertada a data da viagem de Solana.
- Concordamos com a viagem, mas uma data específica não foi decidida ainda. - Entretanto, um diplomata ocidental disse à Reuters que Solana deve visitar o Irã em 14 de junho.
O Irã entregou o que chama de 'um pacote de propostas para negociações construtivas'. Mas o país ignora a principal demanda do Ocidente, a suspensão do enriquecimento. O Conselho de Segurança da ONU impôs três sanções contra o Irã pela recusa do país em interromper atividades sensíveis.
O Irã, quarto maior exportador de petróleo do mundo, afirma que a atividade de enriquecimento de urânio é voltada para a geração de eletricidade.
A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou na segunda-feira que o Irã acelerou o trabalho de enriquecimento, em desafio à exigência da ONU.