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Irã cita hipocrisia e rejeita inspeções nucleares mais invasivas

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REUTERS

TEERÃ - O Irã descartou nesta segunda-feira a possibilidade de aceitar uma ação mais intensa de inspetores do setor nuclear caso não chegue ao fim a máxima de 'dois pesos e duas medidas' nos esforços mundiais de combate à proliferação de armas, algo que, segundo o governo iraniano, beneficia potências atômicas como Israel.

Entrando em choque com países ocidentais em um encontro no qual foram debatidas propostas para melhorar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT), o Irã rejeitou as acusações de que tentaria secretamente desenvolver armas atômicas e responsabilizou as potências nucleares mundiais pelos problemas surgidos no acordo.

Os EUA afirmaram, por exemplo, que o 'caminho de fraude, violação das leis e confrontação' adotado pelo Irã ao desenvolver às escondidas um programa de enriquecimento de urânio e ao levar outros países a aprovarem sanções e oferecerem incentivos para que parasse com aquelas atividades representava a maior ameaça ao NPT.

A troca de acusações duras reflete o embate político entre os detentores atuais de armas nucleares e os não-detentores, embate esse responsável por frustrar até agora os esforços para aprimorar o tratado de quatro décadas, que deve ser revisto em 2010 após a realização de encontros preparatórios neste e no próximo ano.