Agência EFE
PARIS - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, propôs um "pacto global" entre Estados Unidos e Europa para enfrentar os grandes desafios do planeta, já que considerou que "a democracia na Rússia foi temporariamente suprimida". Em artigo publicado no jornal francês 'Le Monde', McCain sugeriu a criação de uma "liga das democracias" para fazer frente aos desafios do "fanatismo religioso radical, à preocupante mudança da Rússia em direção à autocracia e às mudanças climáticas e degradação do planeta".
McCain se mostrou crítico em relação à Rússia, um país onde, segundo ele, "a democracia foi temporariamente suprimida, e que precisa reincorporar-se rapidamente à via da democracia".
- Agrada-nos o papel da Europa, que tenta fazer do mundo um lugar mais agradável e seguro - disse McCain, que mostrou seu interesse de ver a integração plena da França na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o desenvolvimento da política de defesa da União Européia.
O candidato à Presidência, negou que a luta contra o terrorismo justifique a "tortura ou um tratamento desumano aos suspeitos capturados". McCain ainda reiterou sua vontade de fechar o campo de prisioneiros de Guantánamo. O pacto sugerido inclui também a colaboração na luta contra a mudança climática, uma ameaça que, de acordo com McCain, não tem fronteiras.
"Americanos e europeus devem tentar reduzir, nos próximos anos, as emissões de gases que causam o efeito estufa e liderar os esforços para conseguir a participação do resto do mundo", escreveu McCain. O político americano reivindicou um tratado para suceder o protocolo de Kioto que "traduza o inevitável impacto no meio ambiente de uma maneira economicamente responsável".
Ainda no artigo, McCain assinalou que "uma energia nuclear segura e sem impacto no clima constitui um instrumento essencial para melhorar a qualidade do ar e reduzir a dependência de fontes de energia estrangeiras". Segundo ele, a Europa deve apostar em uma grande política energética para que os monopólios russos de gás e de petróleo não atuem como agentes de influência política.