Trump anuncia morte do líder do Estado Islâmico em operação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a morte do líder do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, em um pronunciamento neste domingo (27) da Casa Branca.

Segundo Trump, al-Baghdadi estava sendo monitorado há semanas e, durante a operação, feita na madrugada deste domingo, ele foi perseguido em um túnel e se matou com um colete de explosivos. 

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Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst )

Baghdadi, um antigo procurado dos EUA, foi alvo de um ataque que envolveu oito helicópteros, aviões de guerra na província de Idlib, na fronteira com a Turquia, segundo a agência Reuters.

As Forças Democráticas da Síria (SDF), reunião de milícias liderada pelos curdos no norte da Síria, também afirmou neste domingo que fez uma operação bem-sucedida em conjunto com os EUA --mas não deu detalhes sobre ela.   

Os combatentes curdos, armados pelos EUA, foram cruciais na atuação e ajudaram derrotar o Estado Islâmico na região, detendo cerca de 60 mil terroristas. 

No auge de seu poder, o Estado Islâmico dominou milhões de pessoas em um território que ia do norte da Síria, passando por cidades e vilarejos ao longo dos vales dos rios Tigre e Eufrates, até os arredores de Bagdá, no vizinho Iraque. 

Mas a queda em 2017 de Mosul e Raqqa, suas fortalezas no Iraque e na Síria, respectivamente, tirou do líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, os privilégios de um califa e o transformou em um fugitivo, deslocando-se ao longo da fronteira do deserto entre o Iraque e a Síria. Havia, segundo a agência Reuters, uma recompensa de US $ 25 milhões por sua captura.

Baghdadi lidera o EI desde 2010, quando ainda era uma ramificação da Al Qaeda no Iraque.  

O grupo, que mudou seu nome para Estado Islâmico, ocupou o lugar da Al Qaeda. Seus sucessos militares iniciais e a propaganda eficaz levaram milhares de pessoas a se alistarem em suas filas. O EI reivindicou diversos atentados violentos no mundo todo.

Nos últimos anos, o Estado Islâmico perdeu a maior parte de seu território, mais ainda é visto como uma ameaça.

Bagdhadi, cujo verdadeiro nome é Ibrahim Awad al Badri, teria nascido em 1971 em uma família pobre da região de Bagdá.(Reuters)