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Prefeitos franceses desafiam governo e proíbem uso do pesticida glifosato

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Cerca de 20 prefeitos franceses baniram o glifosato de seus municípios, desafiando o governo do país, que no momento toma ações legais para impor uma legislação nacional que permite o uso contínuo do controverso pesticida por ora.

Em 2017, o presidente Emmanuel Macron prometeu banir o glifosato na França em três anos, rejeitando uma decisão da União Europeia de prorrogar seu uso por cinco anos após um caloroso debate a respeito da possibilidade de o glifosato, desenvolvido pela Monsanto, que pertence à Bayer, causar câncer. Desde então, porém, Macron afirmou que uma proibição total não é viável dentro desse período.

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Fazendeiro francês segura recipiente do herbicida glifosato na França. (Foto: REUTERS/Christian Hartmann)

A Bayer afirma que entidades reguladoras e pesquisas apontaram que o glifosato é seguro.

O Ministério da Agricultura do país recusou-se a comentar, mas o chefe da pasta, Didier Guillaume, disse em janeiro que a França removerá gradualmente 80% de seu uso de glifosato até 2021.

Associações agrícolas se opuseram ao banimento, afirmando que não há alternativas viáveis ao químico e que uma transição para a agricultura orgânica é muito cara.

A ministra do Meio-Ambiente francesa, Elisabeth Borne, declarou na quarta-feira que o governo irá revisar a legislação sobre pesticidas em breve.