Seca no Iraque faz reserva recuar e revela palácio de 3.400 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Devido a um preocupante período de seca, o nível da água na reserva de Mossul —no norte do Iraque— está mais baixo do que de costume. O litoral recuou de tal maneira nestes meses que revelou as ruínas de um palácio de 3.400 anos.

O achado foi anunciado na quinta-feira (27) por um time de arqueólogos alemães e curdos, que descreveram aquela descoberta como a mais importante das últimas décadas na região.

O palácio não era de todo desconhecido. O terreno foi inundado nos anos 1980 para a construção da represa e, em 2010, as ruínas já tinham aparecido brevemente, como explica o site curdo Kurdistan24.

Não houve tempo para estudá-las antes de submergirem outra vez, porém, até que voltaram a aparecer no ano passado quando a água secou ali.

Segundo os pesquisadores, o palácio recém-descoberto é um dos poucos exemplos de construções do antigo Império Mitani.

“O Império Mitani é um dos menos estudados do antigo Oriente Próximo”, disse a arqueóloga Ivana Puljiz, da Universidade de Tübingen, segundo a rede alemã DW. A própria capital do Império Mitani segue desconhecida.

O time de pesquisadores encontrou ao menos dez tabuletas com escrita cuneiforme dentro do palácio, além de rastros de pintura vermelha e azul nas paredes. As tabuletas são um importantíssimo recurso, pois permitem que os arqueólogos conheçam mais sobre aquela civilização, assim que decifrarem os escritos.