Congresso dos EUA pede a Trump o fim do apoio militar na guerra do Iêmen

O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira uma resolução para o fim do apoio militar à guerra no Iêmen, uma decisão que contraria o desejo do presidente Donald Trump, que deve vetar o texto.

Por 247 votos a favor e 175 contra, a Câmara de Representantes aprovou a medida que ordena ao presidente "retirar as forças armadas das hostilidades que afetam a República do Iêmen" dentro de 30 dias.

Após aprovação no mês passado no Senado, o texto será encaminhado a Trump, que deve vetá-lo.

A Casa Branca classificou a medida como "defeituosa" e advertiu que poderia afetar as relações bilaterais na região, inclusive com a Arábia Saudita, que lidera a coalizão que combate os rebeldes xiitas huthis, respaldados pelo Irã.

Esta é a primeira vez nos últimos 45 anos que o Congreso utiliza uma medida de 1973 que invoca a Resolução de Poderes de Guerra, destinada a limitar os poderes do presidente.

Vários democratas argumentaram que a participação dos Estados Unidos, se resume a assessoria militar e reabastecimento de combustível para os bombardeiros, é anticonstitucional por não ter a autorização do Congresso, e têm buscado durante meses recuperar a autoridade legislativa para declarar a guerra.

"Hoje adotamos uma postura clara contra a guerra e a fome e a favor dos poderes de guerra do Congresso ao votar pelo fim da nossa cumplicidade na guerra no Iêmen", declarou Bernie Sanders, autor da resolução e pré-candidato presidencial para 2020.

"O presidente terá que enfrentar a realidade de que o Congresso não vai ignorar mais suas obrigações constitucionais em relação à política exterior", disse na câmara Eliot Engel, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes.

mlm/jm/lp/dga/lp/lb/lca