Promotoria pede prisão perpétua para autor de matança em Museu Judeu

A promotoria belga pediu prisão perpétua apra o jihadista francês Mehdi Nemmouche, considerado culpado de quatro assassinatos no ataque terroristas realizado em 2014 no Museu Judaico, em Bruxelas.

Os representantes do Ministério Público também classificaram o réu de "psicopata" e "covarde".

Nemmouche foi declarado culpado pelas mortes no museu na quinta-feira passada e Nacer Bendrer, um francês que foi julgado por fornecer as armas, foi considerado "coautor" do massacre.

Nemmouche e Bendrer, que negam a participação, podem receber sentenças que os deixarão presos por toda a vida.

Nemmouch nega a autoria dos assassinatos a sangue frio cometidos em menos de um minuto e meio e afirma ter caído em uma "armadilha", uma tese defendida por seus advogados de defesa, mas com pouco crédito para outras partes no processo.

Bendrer também nega participação nos fatos.

Para seus advogados, o massacre não foi um atentado do grupo Estado Islâmico (EI), mas uma "execução seletiva de agentes do Mossad", serviço secreto israelense, na qual supostos agentes libaneses ou iranianos teriam implicado o acusado sem saber.

No total, a acusação reuniu "23 evidências" contra Mehdi Nemmouche, cuja morfologia também corresponde á do atacante registrada pelo sistema de vigilância de vídeo do museu.

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