Berlusconi é alvo de novo inquérito por corrupção

Ex-primeiro-ministro teria comprado sentença na Justiça

Já envolvido em inúmeros processos, o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi ganhou um novo problema com a Justiça, com a abertura de uma investigação por corrupção judiciária.
O caso diz respeito a uma sentença favorável ao ex-premier emitida pelo Conselho de Estado, órgão máximo da Justiça Administrativa italiana, em 3 de março de 2016. Na ocasião, o tribunal anulou uma decisão do Banco da Itália (banco central do país) que obrigava a Fininvest, holding de Berlusconi, a vender sua participação no banco Mediolanum.


O inquérito é conduzido pelo Ministério Público de Roma e apura o suposto pagamento de propinas para juízes do Conselho de Estado em troca de sentenças favoráveis - a suspeita contra Berlusconi é apenas uma parte da investigação.


O relator do "caso Mediolanum" no tribunal, Roberto Giovagnolo, também é investigado, assim como um ex-funcionário do Palácio Chigi, sede do governo, Renato Mazzocchi. "Trata-se de um caso que já havia sido arquivado, e estamos certos de que isso acontecerá de novo", disse o advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini.


Berlusconi já foi condenado em último grau a um ano de serviços sociais por fraude fiscal, sentença que o deixou inelegível até 2018, e é réu por corrupção de testemunhas em processos que correm nos tribunais de Siena, Bari e Roma.


Além disso, foi denunciado pelo mesmo crime em Turim e é investigado em Pescara, Treviso, Monza e Milão. Os casos dizem respeito à suspeita de que ele teria comprado testemunhas para escapar de uma condenação por prostituição de menores.