Violência racista no estado alemão de Saxônia cresce em 2018

O número de ataques da extrema direita no estado alemão de Saxônia aumentou 38% no ano passado, sobretudo devido à "caça" aos estrangeiros registrada no fim do verão (boreal) na cidade de Chemnitz.

Ao todo, foram contabilizados 317 incidentes, entre os quais pelo menos 208 de caráter racista, envolvendo pelo menos 481 personas, em 2018, segundo balanço publicado nesta quinta-feira (7) pela associação de vítimas RAA, com sede em Saxônia, principal bastião da extrema direita na Alemanha.

Este aumento de quase 40% das agressões em um ano deve-se principalmente aos 79 ataques perpetrados pela extrema direita apenas em Chemnitz. A maioria ocorreu entre o fim de agosto e o começo do setembro, durante protestos pelo assassinato de um um alemão de 35 anos, supostamente cometido por um imigrante sírio.

O suspeito, Alaa S., solicitante de asilo, também é acusado de tentativa de homicídio de outra pessoa no mesmo dia. Seu julgamento começa em 18 de abril em Dresden, capital da Saxônia.

Durante vários dias, Chemnitz foi palco de várias manifestações anti-imigrantes e de uma "caça" a estrangeiros, denunciadas pela chanceler Angela Merkel.

Outras cidades, como Dresden e Leipzig, cada uma com pelo menos 60 casos documentados, também registraram ataques perpetrados pela extrema direita.

Esses incidentes foram sobretudo agressões físicas e, em menor escala, ameaças verbais, segundo a RAA.