EUA pede a Paquistão que puna autores do atentado na Caxemira

Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira ao Paquistão que coopere com a investigação do recente ataque suicida na Caxemira indiana, que deixou mais de 40 mortos e aumentou as tensões entre os dois países.

"Temos estado em comunicação com o governo da Índia para expressar não só nossas condolências, mas também nosso forte apoio à Índia em sua luta contra o terrorismo", disse Robert Palladino, porta-voz da diplomacia norte-americana.

"Pedimos ao Paquistão que coopere totalmente na investigação do ataque e que puna quem for o responsável", acrescentou.

Palladino disse que os Estados Unidos fizeram contato com os dois países desde o ataque de 14 de fevereiro, reivindicado pelo grupo islamista Jaish-e-Mohamed (JeM, Ejército de Mahoma), basado en Pakistán.

"Pedimos a todos os países que assumam suas responsabilidades de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e neguem refúgio e apoio a terroristas", disse Palladino.

A Índia já havia pedido ao Paquistão que tomasse uma "ação crível e visível" contra os autores do ataque, rejeitando a oferta do primeiro-ministro Imran Khan para investigar qualquer evidência que entregue Nova Déli.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enfrenta pressão de sua base nacionalista hindu para responder com firmeza ao ataque, que ocorre semanas antes de ele convocar uma eleição geral.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira à Índia e ao Paquistão que tomem medidas imediatas para aliviar as tensões e se ofereceu para ajudar a encontrar uma solução se ambos os lados concordarem com a mediação da ONU.

"Estamos profundamente chocados com o aumento das tensões entre os dois países", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

Guterres "ressalta a importância de ambos os lados exercerem a máxima contenção e tomar medidas imediatas", para reduzir a tensão, enquanto também oferece a mediação "se ambas as partes pedirem", disse Dujarric.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Qureshi, pediu a Guterres que tome medidas para reduzir a tensão, em carta à qual a AFP teve acesso.

"É imperativo tomar medidas para reduzir a tensão, as Nações Unidas devem intervir para acalmar as tensões", diz a carta enviada segunda-feira.