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Papa responde Maduro

Papa Francisco enviou dura carta ao presidente venezuelano

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ROMA - Se o presidente Nicolás Maduro contava com o Papa Francisco para um acordo com a oposição na Venezuela, o mandatário ontem sofreu um grande revés: o pontífice enviou uma carta para o venezuelano rejeitando entrar novamente em uma mediação no país. Francisco criticou o que considerou uma "falta de compromisso" do mandatário com os acordos estabelecidos nas rodadas anteriores.

Em carta divulgada pelo jornal italiano "Corriere della Sera", o Papa respondeu aos pedidos feitos por "Senhor Maduro" de retomada de intermediação do Vaticano em diálogo entre governo e oposição. Segundo o colunista Massimo Franco, que teve acesso à mensagem, o pontífice evitou chamar o venezuelano de presidente e adotou tom crítico, dizendo que Maduro descumpriu compromissos estabelecidos em tentativas de diálogo anteriores e que esse foi um dos motivos para a implosão da mediação.

"Infelizmente todas as tentativas foram interrompidas porque aquilo que havia sido decidido nas reuniões não foi seguido por gestos concretos para alcançar acordos. As palavras pareciam deslegitimar os bons propósitos que haviam sido colocados por escrito", teria escrito o pontífice. O papa exigiu ainda que um novo diálogo tenha como objetivo "acima tudo, o bem comum".

A mensagem veio em resposta a uma série de pedidos feitos por Maduro ao Vaticano para que interviessem na crise do país. Em bilhete enviada no início desse mês, o presidente disse estar "a serviço da causa de Cristo" e pedia a ajuda "em um processo de facilitação e reforço do diálogo". "Peço ao papa para fazer seus melhores esforços, para colocar sua vontade, para nos ajudar no caminho do diálogo", afirmou o venezuelano.

 


Os planos de Trump para a Venezuela

Papa responde carta ao 'senhor' venezuelano com duras críticas a sua 'falta de compromisso'
Nicholas Kamm/AFP -
Presidente americano Donald Trump recebe o presidente colombiano Iván Duque na Casa Branca, em Washington

ROMA - Se o presidente Nicolás Maduro contava com o Papa Francisco para um acordo com a oposição na Venezuela, o mandatário ontem sofreu um grande revés: o pontífice enviou uma carta para o venezuelano rejeitando entrar novamente em uma mediação no país. Francisco criticou o que considerou uma "falta de compromisso" do mandatário com os acordos estabelecidos nas rodadas anteriores.

Em carta divulgada pelo jornal italiano "Corriere della Sera", o Papa respondeu aos pedidos feitos por "Senhor Maduro" de retomada de intermediação do Vaticano em diálogo entre governo e oposição. Segundo o colunista Massimo Franco, que teve acesso à mensagem, o pontífice evitou chamar o venezuelano de presidente e adotou tom crítico, dizendo que Maduro descumpriu compromissos estabelecidos em tentativas de diálogo anteriores e que esse foi um dos motivos para a implosão da mediação.

"Infelizmente todas as tentativas foram interrompidas porque aquilo que havia sido decidido nas reuniões não foi seguido por gestos concretos para alcançar acordos. As palavras pareciam deslegitimar os bons propósitos que haviam sido colocados por escrito", teria escrito o pontífice. O papa exigiu ainda que um novo diálogo tenha como objetivo "acima tudo, o bem comum".

A mensagem veio em resposta a uma série de pedidos feitos por Maduro ao Vaticano para que interviessem na crise do país. Em bilhete enviada no início desse mês, o presidente disse estar "a serviço da causa de Cristo" e pedia a ajuda "em um processo de facilitação e reforço do diálogo". "Peço ao papa para fazer seus melhores esforços, para colocar sua vontade, para nos ajudar no caminho do diálogo", afirmou o venezuelano.