O Reino Unido deverá pagar a fatura do divórcio mesmo se deixar a União Europeia (UE) em 29 de março sem um acordo, alertou o negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, em declaração à imprensa europeia.
"Todos os compromissos do Reino Unido como país-membro da UE serão respeitados. Mas será mais difícil fazê-los respeitar em caso de uma falta de acordo", afirmou Barnier ao jornal francês Le Monde, ao polonês Rzeczpospolita e ao luxemburguês Luxemburger Wort.
O acordo de divórcio negociado entre Londres e Bruxelas, rejeitado pelo Parlamento britânico, prevê que o Reino Unido pague sua parte correspondente ao atual orçamento plurianual da UE (2014-2020), que também sobre o período de transição previsto pelo acordo.
Embora não haja dados do valor, mas um método de cálculo, o governo britânico estima o montante entre 40 bilhões e 45 bilhões de euros, uma cifra que não é confirmada pela UE.
O negociador europeu destacou que os compromissos "têm uma natureza jurídica do ponto de vista do direito internacional" e manifestou sua confiança de que o Reino Unido respeitará "seus compromissos internacionais".
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