Mulher de ex-chefe chinês da Interpol pede asilo na França

A esposa de Meng Hongwei, o ex-presidente da organização policial Interpol acusado de corrupção na China, disse que estava ter sofrido ameaças e pediu asilo na França, informaram nesta sexta-feira meios de comunicação franceses.

Meng Hongwei desapareceu em setembro na volta a seu país e renunciou a seu cargo por carta em 7 de outubro, após Pequim anunciar que ele estava sendo investigado por ter "aceitado subornos".

Sua esposa, Grace Meng, que permaneceu em Lyon, onde fica a sede da Interpol, declarou necessitar que o governo francês lhe ajude e garantiu ter sido vítima de uma "tentativa de sequestro".

Grace Meng explica que recebeu dois homens de negócios chineses em sua casa no começo de outubro que pediram para ir com eles em um avião privado para a República Tcheca. Após se recusar, declarou que voltaram dois dias depois para "propor me levar para dar uma volta pelas cidades da Europa".

"Após a tentativa de sequestro, avisei a polícia, que me colocou em proteção, com meus gêmeos de 7 anos", afirmou Grace Meng.

Ela afirmou que iria nesta sexta ao Gabinete Francês de Proteção a Refugiados e Apátridas.

Em outubro, Grace Meng já tinha declarado que temia por sua própria segurança e acusou o governo chinês de "perseguição política" durante uma entrevista á emissora BBC.

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