Trump planeja retirada completa de tropas americanas na Síria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acredita ter alcançado seu objetivo de "derrotar o grupo Estado Islâmico" (EI) na Síria, está considerando uma retirada completa das tropas americanas mobilizadas no país em guerra.

"Trata-se de uma retirada total" que deverá acontecer "o mais rápido possível", informou à AFP uma autoridade americana, que pediu para não se identificar.

"A decisão foi tomada ontem", disse a fonte.

"Nós derrotamos o grupo Estado Islâmico na Síria, a única razão, na minha opinião, pela qual estávamos presentes", escreveu o presidente americano no Twitter.

Cerca de 2.000 soldados americanos estão atualmente mobilizados no norte da Síria.

Trump manifestou várias vezes sua intenção de retirar suas tropas desse país, enquanto vários membros de seu governo expressaram divergências sobre essa questão delicada.

Na primavera (no hemisfério Norte), quando o assunto voltou ao debate, um compromisso para confirmar o status quo sem ferir a sensibilidade do magnata imobiliário foi encontrado: o governo anunciou que a retirada continuava sendo "um objetivo", mas nenhum calendário foi definido.

Na semana passada, o enviado americano para a coalizão internacional antijihadista, Brett McGurk, declarou que os americanos deveriam permanecer na Síria por algum tempo.

"Mesmo que o fim do califado como território esteja agora claramente ao alcance das nossas mãos, o fim do EI vai demorar muito mais tempo", disse ele à imprensa em Washington, porque "existem células clandestinas".

"Ninguém é tão ingênuo a ponto de dizer que eles vão desaparecer" da noite para o dia, completou, insistindo em que "ninguém declara 'missão cumprida'".

"Nós aprendemos muitas lições no passado. Então, sabemos que, uma vez que os territórios sejam libertados, não se pode simplesmente fazer as malas e ir embora", frisou.

Em várias ocasiões, o secretário americano da Defesa, Jim Mattis, também advertiu contra uma saída precipitada da Síria.

"Devemos evitar deixar na Síria um vácuo que pode ser explorado pelo regime de Assad, ou por seus apoiadores", explicou em junho.

 

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