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Internacional

Hackers acessaram conversas da UE por anos, diz NYT

Jornal teve acesso a mais de 1.100 documentos de diplomatas

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Hackers se infiltraram nas comunicações diplomáticas da União Europeia durante anos, revelou nesta quarta-feira (19) o jornal americano "The New York Times". O periódico afirma que milhares de mensagem foram interceptadas, as quais discutiam as preocupações sobre a imprevisibilidade da administração Trump, os problemas com a China e a Rússia, bem como o programa nuclear iraniano.


O artigo conta que os diplomatas, por exemplo, descreveram o encontro de julho entre o presidente americano, Donald Trump, e o mandatário russo, Vladimir Putin, como um "sucesso". E ainda os detalhes de um encontro privado entre o presidente chinês, Xi Jinping, e funcionários europeus no início deste ano, no qual Xi teria advertido que a China "não se submeteria à intimidação" de Washington, "mesmo que uma guerra comercial atinja a todos". "Levamos muito a sério toda acusação de hackers", disse o vice-presidente da Comissão da UE, Valdis Dombrovskis. "Mas nenhum país é imune a esse tipo de ataque", justificou. Segundo o político, é necessários enfrentar constantemente esses desafios, com as relativas atualizações de segurança. Os métodos utilizados pelos hackers eram similares àqueles usados antigamente pelos militares chineses, de acordo com o "NYT". O jornal teve acesso a mais de 1.100 telegramas que foram violados.

A empresa de segurança Area 1, que mostrou os telegramas ao jornal, disse suspeitar que os hackers trabalham para o Exército Popular de Libertação da China. Os hackers também violaram, além dos documentos da União Europeia, as redes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Federação Americana do Trabalho e do Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO).