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China se opõe à corrida armamentista no espaço iniciada por Trump

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A China se opôs nesta quarta-feira (19) à corrida armamentista no espaço, após o anúncio feito ontem pelo presidente americano Donald Trump sobre a criação de um "comando espacial" - declarou o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores.

Este novo comando surge como um passo até a implantação da nova organização que Trump quer criar no Exército americano: a Força do Espaço.

"A China sempre apostou num uso pacífico do espaço, opondo-se à militarização do espaço e a qualquer tipo de corrida armamentista no espaço", afirmou Hua Chunying, porta-voz do Ministério chinês.

"Somos ainda mais contrários à ideia de o espaço se tornar um novo campo de batalha", acrescentou durante uma coletiva de imprensa.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, explicou que o novo comando, que provavelmente se chamará Spacecom, será o 11º comando militar do Pentágono. Será responsável por supervisionar todas as atividades militares dos Estados Unidos no espaço.

Pence também lembrou que os Estados Unidos estão enfrentando atualmente a competição estratégica da Rússia e da China, que desenvolveram suas capacidades tecnológicas, especialmente no Espaço.

Trump já havia anunciado em junho que queria criar uma "Força Espacial", que seria o sexto braço das Forças Armadas americanas, junto com o Exército, a Marinha, a Força Aérea, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Guarda Costeira.

O presidente republicano estima que esta nova força é indispensável para garantir a supremacia militar dos Estados Unidos no Espaço, mas o secretário de Defesa, Jim Mattis, fez saber que acreditava que a criação desta força era cara e inútil, e que corria o risco de chocar com a oposição do Congresso, que tem que aprovar seu financiamento.

A China não tem oficialmente a ambição de se posicionar militarmente no espaço, mas aposta em inúmeros projetos espaciais civis, com os quais rivaliza com os Estados Unidos, a Rússia, a União Europeia, a Índia e o Japão.

No início do mês, os serviços espaciais chineses lançaram um módulo de exploração que deve chegar ao lado oculto da Lua no início de janeiro.

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