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NYT: milhares de documentos diplomáticos da UE foram hackeados

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Milhares de documentos diplomáticos da União Europeia (UE) que mencionavam, entre outros temas, a desconfiança europeia com a administração de Donald Trump, com a China ou com a Rússia foram hackeados durante um período de três anos, afirma o jornal The New York Times.

A ação, descoberta pela empresa especializada em segurança cibernética Area 1, lembra os vazamentos de telegramas diplomáticos por parte do Wikileaks em 2010, mas em menor escala e com informações menos sensíveis.

Em um dos documentos, os diplomatas europeus chamam uma reunião entre o presidente americano Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin em Helsinque em julho de 2018 de "êxito (ao menos para Putin)", segundo o jornal, que teve acesso a quase mil notas reveladas pela Area 1.

De acordo com a Area 1, a técnica utilizada pelos 'hackers' durante três anos é parecida com a empregada pela unidade de elite do exército chinês, indicou o NYT.

Os documentos, procedentes de representações diplomáticas da UE no mundo, também resumem reuniões com autoridades da Arábia Saudita, Israel e outros países que depois eram enviados à União Europeia.

Um deles, de fevereiro, adverte para a situação na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, que teria se transformado em uma "zona de alto risco", onde os russos poderiam ter instalado "ogivas nucleares".

O governo dos Estados Unidos afirma não ter provas desta suspeita.

Em outro documento, uma fonte europeia em Washington descreve os Estados Unidos como "nosso sócio mais importante", mas pede que a Europa faça oposição a Trump em questões como o clima, o comércio ou o acordo nuclear iraniano.

Autoridades europeias citadas pelo jornal afirmaram que os documentos mais protegidos, incluindo os considerados "sigilosos", estão em um sistema separado que teve a segurança reforçada.

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