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Portuguesa e britânico são presos por pertencerem a um grupo terrorista

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Uma mulher de origem portuguesa e seu parceiro britânico, que batizaram seu filho de Adolfo em homenagem a Hitler, foram condenados à prisão nesta terça-feira por pertencerem a um grupo terrorista de extrema direita banido no Reino Unido.

Um juiz de Birmingham, no centro da Inglaterra, condenou Adam Thomas, ex-segurança de 22 anos, a seis anos e meio de prisão e sua companheira portuguesa Claudia Patatas, de 38 anos, a cinco anos de prisão.

O casal faz parte de um grupo de seis pessoas que em novembro foram consideradas culpadas de pertencer à National Action, a primeira organização de extrema direita proibida pelo governo britânico em dezembro de 2016 sob a legislação antiterrorista.

A National Action planejava "derrubar a democracia no país por meio de atos graves de violência e assassinatos, bem como impor um Estado de estilo nazista que erradicaria setores inteiros da sociedade através de tais atos de violência e assassinato em massa", afirmou o juiz Melbourne Inman ao ditar a sentença.

O magistrado ressaltou que o casal, que deu a seu filho o segundo nome de Adolf, tem "uma longa história de crenças racistas violentas".

Em algumas das fotografias mostradas durante o julgamento, Thomas aparece com seu recém-nascido em seus braços, vestido com o traje característico da organização racista americana Ku Klux Klan (KKK).

O homem alegou que não a situação não se passou de uma "brincadeira", mas reconheceu ser racista e ter dado o nome do meio ao seu filho por causa de sua admiração por Hitler.

Thomas também foi considerado culpado de ter em sua posse, gravado em seu laptop, um manual com instruções para fazer bombas artesanais.

O grupo National Action foi proibido alguns meses após o assassinato da deputada trabalhista britânica Jo Cox, perpetrado por um simpatizante neonazista em junho de 2016, pouco antes do referendo sobre o Brexit.

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