Ai Weiwei visita líderes separatistas catalães na prisão

O artista chinês Ai Weiwei visitou nesta segunda-feira (17) os líderes separatistas catalães detidos em uma prisão ao norte de Barcelona, onde aguardam julgamento, chamando-os de "presos políticos" em uma situação "inaceitável", informou a organização separatista Omnium.

"É muito irônico que na Europa hoje ainda haja presos políticos, mantidos na prisão por mais de um ano sem julgamento", disse o artista e dissidente em um vídeo gravado na entrada da prisão de Lledoners, divulgado pela Omnium em sua conta do Twitter.

"Esta é realmente uma situação inaceitável, porque viola o significado essencial de uma sociedade democrática e civilizada", reclamou Ai Weiwei.

A organização separatista informou em um comunicado que, além de "ter visitado os presos políticos na prisão de Lledoners hoje", onde estão sete no total, Ai Weiwei "compartilhou uma oficina de cerâmica" com um deles, Jordi Cuixart, líder de Omnium.

"Eu conheci Jordi, ele é impressionante, seu espírito, é como um artista, muito apaixonado (...) e a prisão o tornará mais forte", afirmou o dissidente chinês.

Partidos independentistas e ativistas descrevem como "presos políticos" os nove líderes separatistas na prisão provisória que aguardam julgamento.

No total, há 18 separatistas catalães que serão processados, previsivelmente a partir do início de 2019, por sua participação na tentativa fracassada de separar a Catalunha da Espanha em outubro de 2017.

Este processo não inclui sete outros quadros independentistas, entre eles o ex-presidente catalão Carles Puigdemont, que deixou a Espanha para evitar a justiça, e não serão julgados à revelia.

Poe suas críticas ao regime chinês, Ai Weiwei foi preso em 2011 e teve que entregar seu passaporte, o que o impediu de deixar o país por quatro anos. Desde 2015, ele mora fora da China.