'Lei da escravidão' gera polêmica e violência na Hungria

A emissora pública da Hungria, MTVA, tornou-se nesta segunda-feira (17) o mais recente alvo de manifestantes indignados com a controversa nova lei trabalhista do governo do primeiro-ministro de extrema-direita, Viktor Orbán.
Os protestantes foram às ruas pelo quinto dia consecutivo para se opor ao que eles chamam de "lei da escravidão".
Mais cedo, dois parlamentares foram jogados para fora da sede da emissora depois que eles tentaram transmitir uma petição contra as medidas.
A nova lei trabalhista permite que os empregadores atrasem o pagamento por três anos e exijam até 400 horas-extras por ano.
Além disso, o governo ainda aprovou uma lei que estabelece novos tribunais administrativos para responder ao governo. Eles serão responsáveis de dar tratativas a temas como a lei eleitoral, protestos e acusações de corrupção.
Pelo menos 10 mil pessoas se reuniram em Budapeste no domingo(16) contra o governo, que, por sua vez, afirma que a reforma trabalhista beneficiará os trabalhadores, bem como as empresas que precisam preencher uma escassez de mão de obra.