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Presidente turco está decidido a 'se livrar' de milícias curdas na Síria

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira (17) que está determinado a "se livrar" das milícias curdas que atuam no norte da Síria, se o seu protetor, os Estados Unidos, não as forçarem a recuar.

Esta nova ameaça de Erdogan se dá três dias depois de uma conversa por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na qual ambos se comprometeram a cooperar de maneira "mais eficaz" no norte da Síria.

Esta conversa aconteceu na sexta, depois de Erdogan ter anunciado, na quarta-feira, que vai lançar uma nova operação - "nos próximos dias" - contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG) e que atacará suas posições a leste do rio Eufrates. Essa milícia curda opera no norte da Síria.

Washington apoia as YPG em sua luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), mas Ancara considera esta milícia como uma organização "terrorista" ligada ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Erdogan se voltou contra as YPG nesta segunda, apesar das advertências de Washington.

"Falei com Trump. Os terroristas têm que deixar o leste do Eufrates e, se não o fizerem, nós nos livraremos deles", afirmou em um discurso em Konya (centro da Turquia).

As YPG "são uma fonte de grande preocupação para nós com o seu 'corredor' terrorista", acrescentou.

O presidente turco parece ter deixado a porta aberta, porém, para um eventual acordo nesse sentido com os Estados Unidos, seu aliado na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

 

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