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Dois ex-presidentes disputam presidência de Madagascar em tenso duelo eleitoral

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Mais de dez milhões de habitantes de Madagascar são esperados na urnas, nesta segunda-feira (17), para participar do segundo turno da eleição presidencial, na qual escolherão entre dois ex-presidentes protagonistas das turbulências políticas de um dos países mais pobres da África.

Com acusações recíprocas de corrupção e de incompetência, Marc Ravalomanana e Andry Rajoelina se confrontaram em uma tensa campanha eleitoral, marcada por seus rancores pessoais e pela convulsão política deste país durante as últimas duas décadas.

Após sua eleição como presidente em 2002, Ravalomanana se viu obrigado a renunciar sete anos mais tarde por causa de uma onda de manifestações que contava com o apoio de Rajoelina.

Então prefeito da capital, Antananarivo, Rajoelina foi eleito pelo Exército para presidir o país durante um período de transição.

Na eleição presidencial de 2013, proibiu-se ambos os rivais de se candidatarem, devido a um acordo para pôr fim à sucessão de crise que afeta esta ilha do Índico, no sudeste da África, desde sua independência em 1960.

Cinco anos mais tarde, voltaram a se enfrentar para resolver sua disputa política.

Com 39,23% dos votos, Rajoelina, de 44 anos, foi o candidato mais votado em 7 de novembro no primeiro turno, enquanto Ravalomanana, de 69, obteve 35,35% dos votos.

O carisma dos dois ex-presidentes e, sobretudo, seu dinheiro lhes permitiram se impor com folga frente aos demais 34 candidatos.

O presidente em final de mandato, Hery Rajaonarimampianina, ficou em segundo plano, com apenas 8,82% dos votos.

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