Dois israelenses e quatro palestinos morrem em diferentes ataques na Cisjordânia

Dois israelenses e quatro palestinos morreram nesta quinta-feira (13) em diferentes ataques na Cisjordânia ocupada, em uma escalada de violência que levou as autoridades israelenses a bloquearem a cidade de Ramallah e enviarem reforços.

"Um terrorista saiu de seu veículo e atirou na direção de soldados e civis israelenses que esperavam em um ponto de ônibus", declarou o Exército israelense.

Uma porta-voz militar confirmou à AFP a morte de dois israelenses sem corroborar a informação de que eles seriam soldados. Os serviços de resgate relataram pelo menos dois feridos neste ataque perpetrados perto da cidade de Ramallah e de uma colônia israelense.

O agressor fugiu, segundo os militares.

Os militares israelenses decidiram bloquear Ramallah, onde fica a sede da Autoridade Palestina, e enviar vários batalhões de infantaria para a Cisjordânia ocupada.

"O terrorista escapou em um carro em direção a Ramallah, cuja entrada e rotas de saída foram fechadas", afirmou a repórteres um porta-voz militar, o tenente Jonathan Conricus.

"Vamos implantar vários outros batalhões de infantaria na Cisjordânia para conduzir operações defensivas e ofensivas", acrescentou o porta-voz.

Nos últimos meses, a Cisjordânia, território ocupado há mais de 50 anos pelo Exército israelense, registrou um aumento da violência, e por essa razão as autoridades israelenses lançaram várias advertências.

Paralelamente, nesta quinta-feira, dois policiais israelenses ficaram feridos em um ataque a faca em Jerusalém Oriental sem relação com as operações na Cisjordânia. O agressor era um palestino que foi morto, segundo a polícia israelense.

Além disso, um quarto palestino foi morto por soldados perto de Ramallah quando tentava atropelá-los com seu veículo, informou um comunicado do exército israelense.

Na quarta-feira à noite, militares israelenses mataram Sala Omar Barghuti, de 29 anos, envolvido, segundo o Exército, no ataque de 9 de dezembro em que uma ou várias pessoas atiraram de dentro de um veículo contra israelenses em um ponto de ônibus.

Uma grávida atingida pelos disparos deu à luz prematuramente. O bebê faleceu na quarta-feira, segundo as autoridades.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que os autores do ataque seriam encontrados.

Sala Omar Barghuti morreu em circunstâncias não esclarecidas perto de Ramallah quando tentava escapar das forças israelenses.

Desde domingo, as forças israelenses empregaram importantes meios para encontrar os suspeitos e chegaram a invadir a sede do ministério das Finanças palestino e da agência oficial Wafa, em Ramallah.

Também na quarta-feira à noite, após buscas de dois meses, as forças israelenses encontraram Ashraf Naalwa, autor, segundo as autoridades, de um ataque em que uma mulher de 28 anos e um homem de 35 morreram na zona industrial de Barkan (norte da Cisjordânia) em 7 de outubro.

Naalwa resistiu à prisão e foi morto, segundo o Serviço de Segurança Interna israelense, que também indicou que ele preparava um novo ataque.

As imagens do local, o acampamento de refugiados de Askar em Nablus, sugerem uma cena de grande violência, com muros cheios de impactos de tiros e rastros de sangue pelo chão.

O braço armado do movimento islamita Hamas reivindicou nesta quinta-feira os dois ataques, assegurando que Israel não terá "nem segurança, nem estabilidade" nesse território palestino ocupado.

As Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas que controla a Faixa de Gaza, anunciaram em um comunicado a morte de dois de seus "combatentes".