A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta quinta-feira (13) não esperar um avanço imediato sobre o acordo do Brexit, antes da reunião com os 27 sócios europeus, aos quais solicitará garantias sobre o mecanismo para evitar uma fronteira na ilha da Irlanda.
"Não espero um avanço imediato, mas o que espero é que possamos começar a trabalhar o mais rápido possível nas garantias que são necessárias", declarou May, que tenta conseguir o apoio da UE para fazer que um Parlamento britânico hostil ao acordo aprove o texto em janeiro.
A primeira-ministra, que na véspera sobreviveu a um voto de confiança dentro de seu partido conservador, falou em Bruxelas, após reunião com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e seu colega irlandês, Leo Varadkar.
"Eu sei das preocupações na Câmara dos Comuns sobre a questão do 'backstop'", declarou May em referência ao mecanismo acordado para evitar uma fronteira para bens entre a Irlanda e a província britânica da Irlanda do Norte e proteger o acordo de paz da Sexta-Feira Santa de 1998.
May assegurou que vai abordar a situação com seus parceiros europeus, ao quais "irá apresentar as garantias políticas e jurídicas" que, na sua opinião, são necessárias "para apaziguar as preocupações dos membros do Parlamento sobre o assunto".
Os partidários mais fervorosos do Brexit temem uma indefinição sobre um "território aduaneiro comum" com a UE, se Londres e Bruxelas não encontrarem uma solução melhor para seu futuro relacionamento.
Theresa May também confirmou sua intenção de deixar o cargo antes das próximas eleições legislativas em seu país, marcadas para 2022, como anunciou no dia anterior a seus deputados conservadores antes da votação da moção de confiança.
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