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Kiev acusa Moscou de capturar três navios militares ucranianos

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A Marinha de Guerra ucraniana acusou neste domingo (25) a Rússia de capturar três navios militares no estreito de Kerch, após ter atirado em sua direção, o que teria deixado dois feridos do lado ucraniano.

O presidente ucraniano, Petro Porochenko, "denunciou um ato agressivo da Rússia, buscando uma escalada premeditada" nesta região e convocou neste domingo seu gabinete militar, informaram comunicados oficiais.

"As forças especiais russas capturaram" esses três navios, anunciou em um comunicado o comandante das forças navais ucranianas, acrescentando que havia "informações segundo as quais dois marinheiros ucranianos estariam feridos".

Pouco antes, a Marinha ucraniana havia acusado a Rússia de atirar contra estas embarcações que tentavam entrar do Mar Negro no Estreito de Kerch, que separa a Crimeia da Rússia e marca o acesso ao Mar de Azov.

"Os navios blindados de artilharia 'Berdiansk' e 'Nikopol' foram atingidos por disparos do inimigo e não podem mais navegar. O rebocador 'Iany Kapu' teve que parar", acrescentou em um comunicado a Marinha ucraniana.

As tensões no Mar de Azov dispararam neste domingo. A Ucrânia acusou a Rússia de colidir contra um navio ucraniano e, em seguida, impedir sua passagem ao pequeno mar, situado entre a Crimeia e o leste da Ucrânia, cenário de uma guerra com os separatistas pró-russos.

Segundo a Marinha ucraniana, os guardas fronteiriços russos se chocaram neste domingo contra um de seus rebocadores no mar Negro, em frente à Crimeia, anexada em 2014 a Moscou, no âmbito de ações abertamente agressivas contra navios ucranianos para impedir-lhes o acesso ao mar de Azov.

Em Bruxelas, a União Europeia e a Otan pediram uma "desescalada" nas tensões na região e pediram a Moscou para "restaurar a liberdade de passagem" mo estreito de Kerch.

"Nós esperamos que a Rússia restaure a liberdade de passagem pelo estreito de Kerch e chamamos todas as partes a agir com máxima moderação a fim de se ter êxito em uma desescalada imediata da situação", declarou a UE em um comunicado. A Otan também apelou "à moderação e à desescalada", através de um porta-voz.