Candidato presidencial de Madagascar denuncia manipulação eleitoral

Um dos ex-presidentes de Madagascar, que disputará novamente a Presidência no segundo turno em dezembro, denunciou nesta segunda-feira (19) a "manipulação" dos resultados oficiais no primeiro turno e pediu para a Justiça resolver as contínuas crises políticas neste país.

Os ex-presidentes Andry Rajoelina e Marc Ravalomanana ficaram à frente no primeiro turno das eleições, ocorridas em 7 de novembro, e cujos resultados foram divulgados no sábado.

Nenhum dos dois chegou aos 50% requeridos para vencer no primeiro turno: Rajoelina recebeu 39,19% dos votos, e Ravalomanana, 35,29%, segundo resultados finais da comissão eleitoral do país. O segundo turno está marcado para 19 de dezembro.

De acordo com Rajoelina, "foi feito que foi possível para evitar" que sua soma "alcance e supere os 40%", disse, ao solicitar auditoria dos programas digitais da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

"A única ideia com a qual estou de acordo é que estou à frente, mas não estou de acordo com os dados" do CENI, disse, denunciando "manipulação de votos".

Madagascar é um dos países mais pobres do mundo, segundo dados do Banco Mundial, com quase quatro de cada cinco pessoas vivendo na miséria na ilha do Oceano Índico.