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Veja os acidentes mais mortais com submarinos

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O submarino argentino "San Juan" foi encontrado depois de passar um ano desaparecido no Atlântico Sul, com 44 tripulantes a bordo.

A seguir, os acidentes mais fatais com submarinos.

Em 12 de agosto de 2000, o submarino nuclear russo da frota do Mar do Norte, "Kursk", foi destruído durante uma manobra no Mar de Barents (noroeste da Rússia) após a explosão de um torpedo.

Os 118 marinheiros que estavam a bordo do submarino morreram.

Enquanto o país acompanhava o evento ao vivo, o presidente Vladimir Putin continuou suas férias nas margens do Mar Negro.

Oito dias depois, uma operação internacional de resgate foi lançada, atrasada pela relutância de Moscou em aceitar a ajuda ocidental.

Quando, no dia 21, os mergulhadores noruegueses finalmente conseguiram abrir a eclusa, era tarde demais para resgatar os 23 marinheiros que haviam sobrevivido à explosão.

Em 2 de maio de 2003, a agência oficial chinesa Xinhua anunciou que um submarino de classe "Ming" participando de um exercício perto das Ilhas Neichangshan, na província de Shandong, registrou uma falha mecânica que causou a morte dos 70 membros de sua tripulação.

Poucos detalhes vazaram, mas, segundo analistas, foi o acidente submersível mais sério desde a fundação da República Popular da China em 1949.

Em 7 de abril de 1989, um curto-circuito causou um incêndio a bordo do "Kosmolets", um submarino de ataque de propulsão nuclear e casco de titânio que navegava em águas internacionais, a 500 km das costas norueguesas.

Orgulho da marinha soviética, esta classe submersível ultramoderna chamada de "Mike" estava equipada com mísseis com ogivas nucleares.

Depois de ativar o procedimento de emersão de emergência, o submarino, de 110 metros de comprimento, alcançou a superfície e várias dezenas de tripulantes conseguiram deixar o navio, em chamas, atirando-se nas águas glaciais.

Quarenta e dois marinheiros morreram e 27 foram resgatados.

Em 8 de novembro de 2008, no Oceano Pacífico, 20 pessoas a bordo do submarino russo "Nerpa" morreram asfixiadas depois de inalar o gás freon, liberado pelo sistema de incêndio, ativado por engano.

O acidente ocorreu no Mar do Japão, onde o K-152 "Nerpa" estava sendo testado antes de ser alugado pela Índia.

Mais de 200 pessoas estavam a bordo em uma área de superfície planejada para 80.

Entre as vítimas, havia 17 civis do estaleiro onde o submarino de ataque movido a energia nuclear tinha acabado de ser construído.

Em 14 de agosto de 2013, no meio da noite, o submarino militar "INS Sindhurshak" foi destruído por uma explosão no estaleiro de Bombaim (oeste da Índia) em que estava estacionado, não deixando sobreviventes entre os 18 marinheiros que estavam a bordo.

Construído em 1995 em São Petersburgo, o navio de propulsão diesel e elétrico de 2.300 toneladas havia sido reformado por uma empresa russa. Este foi o pior acidente conhecido pela marinha Indiana em mais de 40 anos.

Seis meses depois, dois marinheiros morreram na costa de Bombaim por causa de um vazamento no compartimento da bateria do submarino "INS Sindhuratna".

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