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Tusk pede à Polônia que supere diferenças 100 anos após independência

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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu aos poloneses neste domingo (11) que superem suas "fortes diferenças", durante a comemoração do centenário da independência do país.

Tusk se referia à confrontação entre os conservadores nacionalistas no governo e a oposição liberal (de centro direita) do partido de Tusk, que foi primeiro-ministro da Polônia entre 2007 e 2014.

Recentemente, o governo polonês foi criticado por sua reforma do sistema judiciário e pela organização caótica da "Marcha da Independência", prevista para este domingo à tarde. Inicialmente promovido pela extrema direita, o ato foi transformado em uma cerimônia de Estado no último minuto pelas autoridades.

"Sou consciente de que, diariamente, brigamos pela forma da República, pelo futuro do nosso Estado e sei que, às vezes, [nossas diferenças] são muito fortes. Polônia, vamos nos perdoar", convocou Tusk, aclamado por cerca de mil simpatizantes, entre eles ex-ministros liberais e o novo prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski.

O presidente do Conselho Europeu discursou, após depositar flores para o marechal Jozef Pilsudski, pai da independência polonesa em 1918.

Tusk também afirmou que o amor dos poloneses por sua pátria é "muito mais forte" do que suas disputas.

O líder do partido Plataforma Cívica (PO), Grzegorz Schetyna, que acompanhou Tusk nessa homenagem, também criticou que, neste domingo, "as ruas polonesas estarão ocupadas por aqueles que rejeitam a comunidade europeia, vivem do ódio e da antipatia".

A manifestação será no centro da capital do país, Varsóvia, e levantou muitas críticas por causa da presença de militantes de extrema direita.

Depois de ter sido proibida pelo prefeito liberal de Varsóvia, um tribunal acabou autorizando a celebração da marcha.

O presidente polonês, Andrzej Duda, e o primeiro-ministro conservador, Mateusz Morawiecki, decidiram transformá-la em uma cerimônia de Estado para evitar que se repitam os incidentes do ano passado.

A "Marcha da Independência" será uma parada militar, acompanhada por uma manifestação da qual também participarão grupos de extrema direita.

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