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UE avalia fusão entre Michael Kors e Versace

Entidade europeia analisa se houve formação de cartel

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Após a venda da grife italiana Gianni Versace à americana Michael Kors Holding no mês passado, a Comissão Europeia ainda deve avaliar a formação de cartel na fusão dessas empresas. Segundo o jorna oficial da União Europeia desta segunda-feira (22), o órgão considera por ora que a concentração pode ser enquadrada no regulamento europeu.

O acordo definitivo entre as marcas selou um valor final de US$ 2,12 bilhões, e faz parte de um projeto da norte-americana em se tornar um conglomerado de marcas de luxo. Esse plano segue uma tendência dos gigantes europeus que têm buscado se tornar multimarcas a partir da fusão de empresas.

Com a transação, a Versace entra no grupo das marcas de luxo que se venderam a grandes holdings, como também fizeram as francesas Dior, Yves Saint Laurent e a italiana Gucci. O diretor executivo da Michael Kors, John Idol, declarou ainda que, além de se transformar em um conglomerado, acredita que a aquisição fará com que a Versace ultrapasse os US$ 2 bilhões de faturamento.

A concentração das empresas foi, então, notificada à Comissão Europeia no último dia 11, que ainda não deu uma decisão definitiva a respeito do direito da concorrência. Bruxelas pediu que terceiros interessados enviassem suas observações até a próxima segunda-feira (29), quando a lei antitruste será melhor analisada.



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