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Jornal publica último artigo do saudita Jamal Khashoggi

Jornalista pode ter sido assassinado em consulado saudita

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O jornal americano "The Washington Post" publicou nesta quinta-feira (18) o último artigo do jornalista Jamal Khashoggi, desaparecido desde 2 de outubro de dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

"Do que o mundo árabe tem mais necessidade é liberdade de expressão" é o título do texto, que soa como um testamento espiritual do jornalista, possivelmente assassinado dentro da sede diplomática.

No artigo, Khashoggi analisa os obstáculos à liberdade de imprensa, com base no relatório "Freedom in the World", de 2018, no qual o único país classificado como "livre" no mundo árabe é a Tunísia.

O jornalista relembrou as expectativas por mudanças geradas na Primavera Árabe de 2011 e as sucessivas desilusões com o "retorno dessas sociedades ao velho status quo, em condições piores do que antes".

Khashoggi também denunciou prisões, censuras e ataques contra a imprensa em todo o mundo árabe, da Arábia Saudita ao Egito, passando pelo Líbano, "que era a joia da coroa da liberdade de imprensa no mundo árabe, mas virou vítima da polarização e da influência pró-Irã do Hezbollah".

Jamal Khashoggi, de 60 anos de idade, era um jornalista saudita crítico ao regime do seu país, conhecedor de segredos da monarquia e um dissidente. Ele fugiu da Arábia Saudita em 2017, mas, no dia 2 de outubro, esteve no consulado em Istambul para renovar seus documentos. O jornalista nunca saiu do prédio e autoridades acreditam que ele tenha sido esquartejado vivo.



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